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Saiu na mídia

10 de abril de 2013

Latino-americanos impulsionam turismo regional com viagem aos países vizinhos

Por: Web Matser

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São Paulo, 29 mar (EFE).- O interesse dos latino-americanos em conhecer os países vizinhos deu um novo impulso ao turismo na região, graças à boa situação econômica e aos crescentes vínculos crescentes entre as nações do continente, fato que acabou reduzindo a dependência dos turistas americanos e europeus.

De acordo com os dados oferecidos pela Organização Mundial de Turismo (OMT), a América Latina e o Caribe receberam 56,6 milhões de turistas estrangeiros no último ano, um crescimento de 4,4% em relação a 2011.

A chegada de estrangeiros no continente e em seu conjunto supôs uma receita de US$ 200 bilhões, segundo a OMT, que não divulgou dados específicos da América Latina e que prevê uma alta no turismo da região de 3% e 4% neste ano.

Apesar da crise econômica na Europa e da incerteza no mercado americano, a região segue crescendo e, principalmente, por causa dos fluxos alternativos de turismo.

‘Estamos tentando descobrir mercados que não eram tradicionais para nós para compensar a difícil situação europeia e americana, que se manteve bastante estável’, afirmou à Agência Efe a subsecretária de Turismo do Chile, Jacqueline Plass, em uma recente visita a São Paulo.

Paradoxalmente, entre esses mercados ‘não tradicionais’, estão outros países latino-americanos, cujos cidadãos historicamente eram mais propensos ir a Miami do que conhecer os vales nevados chilenos, as montanhas peruanas e as Ilhas Galápagos.

No entanto, as coisas parecem estar mudando. A chegada de chilenos à Colômbia, por exemplo, cresceu 37% no último ano, enquanto o número de uruguaios no Brasil subiu 14% em 2011 e vice-versa, de acordo com os últimos dados oficiais da OMT.

Paula Meirelles, uma brasileira de 41 anos que trabalha como gerente de marketing, viajou duas vezes à Argentina somente no último ano. ‘Optei por conhecer a Argentina pelo baixo custo e também pelo tempo, já que consigo fazer uma viagem internacional em um fim de semana’, declarou Paula.

Em nível mundial, as viagens internacionais de curta duração – aproveitando feriados como o da Semana Santa – também aumentaram, uma tendência que também se reflete na América Latina.

Neste caso, a gerente de marketing brasileira destacou a facilidade e a economia que supõe não necessitar de visto e, inclusive, de passaporte para conhecer muitos dos países da região.

Essa tendência observada também se une à melhora das conexões e à boa situação da economia na América Latina, que está conseguindo resistir à crise mundial e que este ano crescerá 3,8%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A expansão econômica na América Latina levou 50 milhões de pessoas da região à classe média entre 1999 e 2009, uma alta de 50%, segundo um recente estudo apresentado pelo Banco Mundial, o que supõe um novo mercado de pessoas interessadas em cruzar as fronteiras.

A América Latina inaugurará 120 hotéis, destacando o potencial do Brasil, onde os projetos em andamento representarão 43,8 mil novos quartos nos próximos anos, segundo a Lodging Econometrics, uma empresa que avalia esse setor.

O grande incentivo no caso do Brasil é o acumulo de eventos mundiais: a visita do papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações deste ano, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Além disso, o governo ainda impulsiona a candidatura de São Paulo para abrigar a Expo 2020. ‘Isso fecharia um ciclo que acredito não ter visto em nenhum outro país’, declarou à Agência Efe o Ministro de Turismo, Gastão Vieira.

Na contramão do exemplo brasileiro, a subsecretária de Turismo do Chile, Jacqueline Plass, cita o caso da Argentina, que, devido às restrições impostas por seu Governo à compra de divisas e às despesas com cartão de crédito, se mostra fragilizada em relação às viagens ao exterior.

Neste aspecto, o maior impacto foi sentido no Uruguai, que, em resposta à queda de turistas argentinos, começou a procurar atrair mais turistas colombianos e mexicanos.

O turismo intra-regional também tem olhado mais a América Latina, como a Austrália, cujo fluxo de turistas em direção ao Chile aumentou 42% em 2012 após a abertura de uma linha aérea direta entre ambos os países, assim como fluxo de chineses e coreanos subiu mais de 30% na Colômbia.

Os dados citados evidenciam que o turismo da América Latina, assim como outros setores, depende cada vez menos dos Estados Unidos e da Europa.

Por EFE Brasil, EFE Multimedia – Potal MSN (29/03/13)

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