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Saiu na mídia

19 de outubro de 2012

DCI – Planejamento Cultural

Por: Web Matser

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No próximo dia 28 de outubro, o eleitorado paulistano retornará às urnas para decidir o nome do próximo comandante da prefeitura da cidade de São Paulo. Tradicionalmente pautada com assuntos ligados a áreas da educação, saúde, trânsito e segurança, o tema cultura, quase sempre não é mencionado.

Cidade que comporta 6% da população nacional, que aparece na sétima posição das maiores cidades do mundo, São Paulo “respira” cultura e entretenimento, sendo este segmento comparado com as principais metrópoles mundiais, como Nova York, Tóquio, Barcelona e Paris.

A constatação do crescimento do setor da cultura e entretenimento para a cidade pode ser constatado com dados da pesquisa Análise Editorial, realizada para a edição de 2012 do Anuário São Paulo Outlook. Conhecida como cidade dos negócios, o perfil do turista que visita a cidade também mudou. No primeiro semestre do ano de 2009, somente 9% dos visitantes estavamem São Pauloem viagem de lazer, sendo que no mesmo período do ano passado, o índice havia subido para 12,5%, um aumento de 40%. A mesma pesquisa registra que 30% dos turistas que se programam para passar mais tempoem São Paulodecidem ficar por motivos de lazer.

Tamanha a aceitação à cidade e aos serviços por ela ofertados, que o segmento da gastronomia se coloca no topo da lista de comparação com grandes metrópoles. Com seus 12,5 mil restaurantes e 15 mil bares, o setor gourmet potencializa a soma estimada de 12 milhões de turistas que visitam a cidade.

Grandes espetáculos, shows musicais nacionais e internacionais, principais estreias nas salas de cinema, bienais de artes e grandiosos eventos que movimentam a farta infraestrutura que envolve o mapa paulistano. São sete grandes casas de shows, 260 salas de cinema, 110 museus, quase 300 salas de shows e concertos, 160 teatros, 631 centros de esporte e lazer, entre outros. Motivos que consolidam a importante discussão ao tema cultura e entretenimento também pelo futuro administrador da cidade São Paulo.

Expectativas de quem faz

Incentivos, redução de tributos, projetos para revitalização do centro e para formação de plateias são ações esperadas dos envolvidos com a área da cultura e entretenimento

Com intuito de dar amplitude ao debate cultural motivado pelo pleito do próximo dia 28, o Shopping News buscou opiniões de nomes ligados a áreas do segmento, que expõem suas expectativas para o novo gestor da principal cidade da América Latina. Acompanhe:

Darson Ribeiro, diretor e ator

“Eu espero que a cultura tenha mais verba e os teatros municipais sejam realmente fomentados pelo governo, com uma pauta coerente e provocadora. E que a Lei Municipal de Incentivo à Cultura seja reavaliada de forma que os produtores possam realmente utilizá-la, já que há uma gama de empresas capazes de ter ISS e IPTU isentos em prol de projetos relevantes nas áreas de cinema, música, restauro, circo, dança e teatro, inclusive aumentando o orçamento total, e, principalmente, a rubrica de divulgação de cada área. São Paulo precisa urgentemente de um fomento amplo, verdadeiro e eficaz transformando o que é hoje – quase uma antropofagia dos grupos – e, ganhando a população.”

Marco Camargo, produtor musical

“São Paulo já é a capital gastronômica do País e também da cultural, o que espero da nova gestão é que possamos ir e vir dos eventos culturais com conforto e segurança, melhorando o transporte público, o policiamento nos locais de shows, fiscalizando os estacionamentos para que os preços não sejam abusivos. No campo musical seria muito interessante a formação de bibliotecas musicais para a população retomar o contato com está arte.”

Claudia Di, artista plástica

“Eu acredito que arte, em um sentido educacional, é um ativador de inteligências sensíveis, de potencialidades críticas e de construções mentais. Nesse sentido, espero que o novo prefeito possa compreender essa função fundamental, que ele possibilite veículos de aproximação de todos com as expressões artísticas e com os estudos da arte. Percebo que existe um distanciamento histórico da população com as artes plásticas e, principalmente, com as produções contemporâneas. Ampliar e investir em centros de forma a alcançar um público maior, realizar parcerias, divulgar essas atividades e torná-las uma linguagem mais familiar e legível podem ser ações alcançáveis para um futuro próximo.”

José Carlos Freitas, sócio do bar Mortadela Brasil

“Como empresário, principalmente pelo fato do nosso estabelecimento estar situado no Mercado Municipal Paulistano – o Mercadão -, gostaria que o novo prefeito elaborasse um plano de efetiva revitalização do centro da cidade. Entendo que a prefeitura junto aos empresários do centro e, também, com o moradores possa mudar de verdade a atual situação. Vamos começar pelo centro, que é o coração de São Paulo, e depois estender a outros bairros importantes da nossa cidade. É bom para o turismo e, especialmente, para os habitantes dessa cidade tão grande e fascinante.”

Eduardo Kobra, muralista

“Espero que exista a compreensão de que não há contradição entre arte de rua, como muralismo e grafite, e a Lei da Cidade Limpa. Com respeito, como acontece em diversas cidades do mundo, e como fizemos recentemente em Nova York, muralistas e grafiteiros podem, através da arte, revitalizar áreas deterioradas.”

Geraldo Magela , sócio do restaurante Consulado Mineiro

“Espero que o próximo prefeito compreenda e respeite a natureza boêmia da cidade de São Paulo, sem tantas restrições ao funcionamento dos bares e restaurantes responsáveis e ainda garantindo a segurança dos frequentadores. Até mesmo porque há muitos estudos que apontam que o turista de negócio fica mais um dia na cidade devido a seus bares e restaurantes.”

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